Acaba-se o Verão, começam as caminhadas...
P'ra começar a estação
do Outono em caminhada
em fase de adaptação
saímos de madrugada
de madrugada não digo
talvez seja exagero
pelas nove horas, desdigo
partimos do ponto zero
em questão de meia hora
saíramos da cidade
e pelos campos afora
seguimos em liberdade
Passámos pelo Belmonte
mais à frente era o Morgado
e nem sequer uma fonte
naquele sítio danado

atingimos a barragem
levantaram-se alguns patos
cágados entre a folhagem
e achigãs timoratos
eram horas de descanso
repor alguma energia
nesse local de remanso
um mundo de fantasia
passados breves momentos
voltámos à realidade
deixámos o nosso assento
e seguimos à vontade
p'la Ribeira de Monchique
na sua margem direita
quem quiser que verifique
no local onde ela estreita

quisemos atravessar
até ao Porto de Lagos
mas nesse mesmo lugar
quase que ficámos gagos
onde havia um caminho
já não se pode passar
digo, redigo e sublinho
viver nisto é um azar
põem sebes, põem redes
arame farpado e tudo
até algumas paredes
isto parece um entrudo
lá arranjámos maneira
de seguir outra vereda
dissemos, por brincadeira
vamos por esta alameda

ainda tivemos lugar
para ver uma perdiz
garças brancas a voar
frente ao nosso nariz
num barranco mais à frente
com fartura de marmelos
a romãs passámos rente
outros frutos já nem vê-los
entretanto, o sol desceu
a tarde chegou ao fim
não era desejo meu
mas voltaram-se p'ra mim
são horas de recolher
terminar este passeio
haveremos de fazer
muitos mais, assim o creio
do Outono em caminhada
em fase de adaptação
saímos de madrugada
de madrugada não digo
talvez seja exagero
pelas nove horas, desdigo
partimos do ponto zero
em questão de meia hora
saíramos da cidade
e pelos campos afora
seguimos em liberdade
Passámos pelo Belmonte
mais à frente era o Morgado
e nem sequer uma fonte
naquele sítio danado

atingimos a barragem
levantaram-se alguns patos
cágados entre a folhagem
e achigãs timoratos
eram horas de descanso
repor alguma energia
nesse local de remanso
um mundo de fantasia
passados breves momentos
voltámos à realidade
deixámos o nosso assento
e seguimos à vontade
p'la Ribeira de Monchique
na sua margem direita
quem quiser que verifique
no local onde ela estreita

quisemos atravessar
até ao Porto de Lagos
mas nesse mesmo lugar
quase que ficámos gagos
onde havia um caminho
já não se pode passar
digo, redigo e sublinho
viver nisto é um azar
põem sebes, põem redes
arame farpado e tudo
até algumas paredes
isto parece um entrudo
lá arranjámos maneira
de seguir outra vereda
dissemos, por brincadeira
vamos por esta alameda

ainda tivemos lugar
para ver uma perdiz
garças brancas a voar
frente ao nosso nariz
num barranco mais à frente
com fartura de marmelos
a romãs passámos rente
outros frutos já nem vê-los
entretanto, o sol desceu
a tarde chegou ao fim
não era desejo meu
mas voltaram-se p'ra mim
são horas de recolher
terminar este passeio
haveremos de fazer
muitos mais, assim o creio
MaD